Logística e armazenagem nos EUA

O estoque da sua empresa nos EUA, do armazém até o cliente final

A Globalize trabalha com armazéns parceiros (warehouses) nos EUA para guardar o seu estoque e enviar os pedidos aos seus clientes americanos. Para levar a mercadoria do Brasil até o armazém, oferecemos consultoria de importação e exportação.

Funcionária confere com um leitor as caixas que chegaram do Brasil num armazém

Alfândega e tarifa

O que mudou para quem leva produtos aos EUA

As regras para a mercadoria entrar nos EUA mudaram várias vezes entre 2025 e 2026. Estas são as que afetam as empresas brasileiras que vendem produtos ao mercado americano.

QuandoO que mudouNa prática
Agosto de 2025A isenção de tarifa das remessas de até US$800 (de minimis) ficou suspensa para todos os países. Desde junho de 2026, a suspensão vale por tempo indeterminado.Cada pacote enviado do Brasil aos clientes americanos passa pela alfândega como importação.
Junho de 2026A Ordem Executiva 14411 mandou o governo americano endurecer as regras para os importadores cujos sócios controladores não são cidadãos americanos nem têm green card.Para esses importadores, a ordem prevê o fim da entrada simplificada (informal entry) e restrições à garantia anual da alfândega (continuous bond). Até outubro de 2026, a alfândega ainda não tinha publicado a regra que põe isso em prática.
Julho de 2026Os EUA passaram a cobrar duas tarifas extras sobre parte dos produtos brasileiros, de 25% (desde 22 de julho) e de 12,5% (desde 24 de julho), que somadas chegam a 37,5%, além da tarifa normal de cada produto.Confecções, calçados, móveis e máquinas estão entre os atingidos. Café, carnes, suco de laranja e frutas ficaram de fora.
Julho de 2027Uma lei americana encerra de vez a isenção de US$800 em 1º de julho de 2027.Mesmo que a suspensão seja derrubada na Justiça, a isenção não volta depois dessa data.

Situação conferida em outubro de 2026 nas publicações oficiais do governo americano. As tarifas e as regras da alfândega mudam com frequência, então confira a situação antes de cada embarque. A tarifa normal depende do código de cada produto na alfândega. Fontes no Federal Register, o diário oficial dos EUA: Ordem Executiva 14324, regra da alfândega de junho de 2026, Ordem Executiva 14411, tarifa de 25% e tarifa de 12,5%.

O que entra

Os serviços de logística para quem vende produtos

São para as empresas que querem entregar os pedidos aos clientes americanos a partir de um estoque nos EUA. Para decidir por onde vender, entre marketplace, loja própria ou os dois, a Globalize também oferece consultoria de vendas.

Armazéns parceiros nos EUA

O seu estoque fica guardado nos EUA e sai do armazém a cada venda.

Envio dos pedidos (fulfillment)

O armazém prepara cada pedido e o envia direto aos seus clientes.

Software de gestão de estoque

O armazém controla o seu estoque com um software de gestão.

Consultoria de importação e exportação

Orientação sobre as operações de importação e exportação entre o Brasil e os EUA, com atenção ao custo e ao prazo de entrega das mercadorias.

Empresa e contabilidade

Além do armazém, a empresa americana em dia

Todos os anos, a sua empresa americana tem obrigações com o IRS, a Receita dos EUA, e com o estado onde foi aberta. A Globalize abre a empresa para quem ainda não tem e, depois, acompanha a contabilidade dela.

Dona de uma fábrica de cosméticos em videochamada pelo notebook, no escritório dentro do galpão

Se a empresa americana ainda não existe

A Globalize faz o registro no estado, solicita o EIN (o CNPJ americano) e prepara os documentos da empresa. Também dá suporte para abrir a conta bancária, que depende da aprovação do banco.

Pai, filho e a contadora da família conferem uma tabela impressa na sala de reunião da empresa

Com a empresa vendendo nos EUA

Um especialista contábil que fala português acompanha as obrigações fiscais e contábeis da empresa, monta o calendário anual com cada uma delas e faz o cálculo e o pagamento das obrigações trimestrais, como o imposto estimado (estimated tax).

Perguntas frequentes

O que vale saber antes de mandar o primeiro lote

Preciso de estoque nos EUA para vender na Amazon e no Walmart?

No Walmart Marketplace, sim: o cadastro pede a entrega pelo serviço de logística do próprio Walmart (WFS) ou por um armazém nos EUA que receba devoluções. O Brasil não está na lista de países aceitos para vendedores de fora dos EUA, e o cadastro dos EUA aceita empresas americanas com EIN (o CNPJ americano). Na Amazon, é possível vender sem estoque nos EUA e até sem empresa americana. Para guardar o estoque nos armazéns da Amazon (FBA), quem importa a mercadoria é a empresa que vende ou o agente de carga dela, nunca a Amazon, e desde 1º de janeiro de 2026 os produtos precisam chegar preparados e etiquetados, porque a Amazon deixou de fazer esse trabalho nos EUA.

Fontes: guia de cadastro do Walmart, classificação fiscal do Walmart, guia de cadastro da Amazon, Amazon: quem importa para o FBA, Amazon: fim do preparo e da etiqueta.

Vou pagar imposto nos EUA se o meu estoque ficar num armazém americano?

Pode pagar. O IRS, a Receita dos EUA, diz que vender produtos por meio de um negócio nos EUA em geral conta como atividade comercial no país (trade or business), e o lucro ligado a ela paga imposto federal. O IRS não tem regra que diga se só guardar estoque num armazém de terceiro já cria essa atividade, e os escritórios de contabilidade americanos divergem sobre isso. O sales tax, o imposto sobre vendas, é cobrado por cada estado: na Flórida, quem vende de fora do estado começa a recolher quando as vendas tributáveis para a Flórida superam US$100.000 no ano anterior; na Califórnia, quem guarda estoque num armazém de terceiro no estado e vende direto aos consumidores precisa se registrar. Pelo WhatsApp, o especialista da Globalize explica a parte americana do seu caso, e a contabilidade americana acompanha as obrigações da empresa depois.

Fontes: IRS: renda ligada a negócio nos EUA, Florida Statutes 212.0596, CDTFA, Califórnia.

O meu produto precisa de registro para entrar nos EUA?

Depende do produto. As fábricas de alimentos e de suplementos precisam de registro na FDA, a agência americana de alimentos e medicamentos, e renovam esse registro a cada dois anos. Cada remessa desses produtos também exige um aviso prévio à FDA (prior notice). Os cosméticos seguem a MoCRA, a lei americana dos cosméticos, com registro da fábrica e listagem dos produtos na FDA, e há exceções para pequenos negócios. As roupas levam etiqueta com a composição, o país de origem ("Made in Brazil") e a identificação da empresa responsável. Os produtos infantis precisam de um certificado com teste feito em laboratório aceito pela CPSC, a comissão americana de segurança de produtos, e desde 8 de julho de 2026 os dados desse certificado são enviados eletronicamente na entrada da carga.

Fontes: FDA: registro de fábrica de alimentos, aviso prévio à FDA (21 CFR 1.279), FDA: cosméticos (MoCRA), FTC: etiqueta de roupas, CPSC: envio eletrônico do certificado.

Quem é o importador da mercadoria?

É o importer of record: quem responde pela mercadoria na alfândega americana e paga a tarifa. A sua empresa americana pode fazer esse papel usando o EIN dela. Já a empresa brasileira só importa direto com um agente no estado do porto e uma garantia (bond) emitida por uma seguradora americana.

Fontes: 19 CFR 141.18, 19 CFR 24.5.

Quanto custa guardar o estoque num armazém nos EUA?

Depende do armazém, do volume e do tipo de produto. Uma pesquisa de 2025 com mais de 600 armazéns americanos (The Fulfillment Advisor) chegou a uma média de US$20,17 por palete por mês de armazenagem, US$3,20 para separar e embalar o primeiro item de cada pedido e US$517 de mínimo mensal. São médias do mercado americano e não valem como orçamento dos armazéns parceiros da Globalize.

Fonte secundária: página de preços da Fulfill.com, atualizada em 29 de setembro de 2026, com a pesquisa de 2025 da The Fulfillment Advisor.

Globalize

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